Outros nomes da classe política foram citados na colaboração premiada fechada com o MP. Segundo o delator, o presidente pediu R$ 10 milhões para campanha eleitoral

A delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, atinge em cheio a cúpula do governo e o PMDB, o partido do presidente Michel Temer. Em um depoimento de 82 páginas, o executivo — um dos 77 funcionários da empreiteira que fecharam o acordo de colaboração com o Ministério Público Federal — detalha conversas com Temer, com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, com o líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), com o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O secretário do Programa de Parcerias para Investimentos (PPI) do governo federal, Moreira Franco, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também são citados.
Trechos da delação premiada de Cláudio Melo Filho foram divulgados ontem pelo Jornal Nacional, da TV Globo, pelo site Buzzfeed e pela revista Veja. Segundo o executivo, Temer pediu R$ 10 milhões ao empreiteiro Marcelo Odebrecht, presidente da empresa, em 2014. O dinheiro teria sido entregue, à época da campanha eleitoral, em espécie, ao escritório do advogado José Yunes, amigo próximo de Temer, e ao ministro Eliseu Padilha. Yunes foi tesoureiro da campanha do peemedebista e hoje é seu conselheiro no Palácio do Planalto.
Segundo o delator, Temer teria tido pelo menos dois encontros com Marcelo Odebrecht. Dos R$ 10 milhões, R$ 6 milhões seriam destinados para a campanha do presidente da Fiesp e então candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf. Os outros R$ 4 milhões foram repassados a Padilha. O ministro da Casa Civil era responsável por distribuir o dinheiro para outras campanhas do partido.
Temer já havia sido citado em delações, mas não de forma tão direta. Em agosto, a Veja já havia noticiado que o presidente havia pedido dinheiro em um jantar com Odebrecht e Padilha, em maio de 2014, no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência. Em nota, Temer repudiou “com veemência as falsas denúncias” do executivo e disse que as doações foram declaradas ao TSE (leia mais ao lado).
Segundo o delator, Temer teria tido pelo menos dois encontros com Marcelo Odebrecht. Dos R$ 10 milhões, R$ 6 milhões seriam destinados para a campanha do presidente da Fiesp e então candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf. Os outros R$ 4 milhões foram repassados a Padilha. O ministro da Casa Civil era responsável por distribuir o dinheiro para outras campanhas do partido.
Temer já havia sido citado em delações, mas não de forma tão direta. Em agosto, a Veja já havia noticiado que o presidente havia pedido dinheiro em um jantar com Odebrecht e Padilha, em maio de 2014, no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência. Em nota, Temer repudiou “com veemência as falsas denúncias” do executivo e disse que as doações foram declaradas ao TSE (leia mais ao lado).
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